Hey vaidosas
e vaidosos, hoje o assunto é um pouco polêmico e sei que a maioria das mulheres
vão se sensibilizar, primeiro por que várias escutam cantadas toscas na rua e
também por que não toleramos violência não é mesmo?
Esse assunto
está sendo batido e rebatido diariamente, e toda vez que eu vejo alguma matéria
na internet fico pensando “Eu posso ser uma vitima, minhas amigas também podem,
primeiro por que não conheço o interior das pessoas e além do mais tem os maníacos
que podem querer me fazer algum mal”, provavelmente você também já tenha
pensado nisso.
Estatísticas
do IPEA apontam dados muito sérios e que não podemos deixar para lá, como se
nada estivesse acontecendo:
Sete em cada
dez mulheres já sofreu ou vai sofrer uma situação de agressão, seja ela física
ou psicológica, em algum momento da vida. Destas mulheres, a grande maioria
jamais vai falar sobre este assunto, levando consigo cicatrizes irreparáveis,
dolorosas, mas invisíveis aos nossos olhos.
Figura 1
Fonte: Google Imagens
Está
na hora de dar um basta nisso! Precisamos ser respeitadas e toda a sociedade
precisa abraçar esta causa, entender a seriedade do assunto e mudar essa cultura de desvalorização da mulher de
uma vez por todas.
A
mulher merece ser reconhecida em todos os aspectos, e é aí que os problemas
aparecem:
1. No trabalho, mulheres ainda ganham
menos do que homens para exercer as mesmas funções.
2. Em casos de estupro, muitas vezes, a mulher é julgada por pessoas que nem a
conhecem. É muito importante deixar claro que a culpa não é da mulher que se
veste ou se comporta de maneira adequada ou não: A culpa não é de ninguém senão
do estuprador – que nada mais é do que um criminoso.
3. Os homens, em geral, precisam enxergar
a mulher com mais respeito. Cantadas no meio da rua são péssimas, e eles acham
isso o máximo! A gente acaba se sentindo ofendida e, ao mesmo tempo, com medo.
4. Já perceberam que nas festas o Open
Bar liberado sempre é só para as mulheres? Será por quê, né? Nesses momentos dá
pra notar direitinho como somos tratadas como objetos em muitas ocasiões.
5. Muitas mulheres sofrem com violência doméstica. E quando falamos
disso o assunto fica mais sério ainda. Imagina só a pessoa que era “o amor da
sua vida” se tornar um monstro que te agride e te aprisiona? Em muitos casos
chegam a acontecer assassinatos (crimes que finalmente foram enquadrados na Lei do Feminicídio e agora podem ser
julgados com mais rigor).
6. A roupa que uma mulher usa, a maneira
como ela se comporta em alguma situação ou até mesmo os lugares que ela
frequenta, não são razões que justificam qualquer mal feito a ela por outra
pessoa.
Quem não está cansada de escutar que
os homens tem direito disso ou daquilo? E que eles que são os construtores da
sociedade que vivemos? Isso é um papo já super ultrapassado. Temos que lembrar
de Frida Kahlo, Carmem Miranda, Evita Perón, Madre Teresa e Nina Simone.
Nina Simone, Madre
Teresa, Carmen Miranda, Evita Perón, Frida Kahlo / Fonte: Pinterest
Pensando
sobre o quanto isso reflete no dia a dia das mulheres, dá para concluir o
seguinte: Somente no dia que uma mulher
não precisar mais temer andar sozinha nas ruas à noite, por exemplo, ou
quando uma mulher tiver liberdade o bastante para entrar em uma festa, no metrô,
em um evento qualquer, com a roupa quiser e, de forma alguma, ser julgada, abusada ou minimizada por isso, aí sim
teremos conquistado nosso lugar de direito na sociedade. Reconhecidas,
respeitadas e, principalmente, em pé de
igualdade com os homens.
Mas,
como podemos conseguir mudar algo que, mesmo de forma muito negativa, está
associado à nossa Cultura?
É
muito importante compreender que a denúncia dos abusos aos órgãos responsáveis
é o primeiro passo para esta mudança. Discando
180 você tem um canal direto junto aos centros
de apoio à mulher e mantem sua identidade anônima.
Mudar
nossa mentalidade para entender o quanto esse tipo de coisa é séria também é
importantíssimo. A mulher precisa se ver da maneira como ela realmente é:
merecedora de mérito por suas conquistas, respeito por parte da sociedade e
proteção por parte do Estado.
É
preciso entender sobre as situações que acontecem com tantas mulheres e, se
algum dia qualquer coisa parecida acontecer com você, tenha forças para não aceitar, para não se
subjugar ou submeter a algo que você não quer! Muita coisa ruim já
aconteceu para que fiquemos caladas sem dizer “comigo não!” em situações de abuso ou falta de respeito.
A
Specialità Lingerie, criadora da
campanha COMIGO NÃO, e todos os
blogs parceiros que estão abraçando esta ideia de proteção e valorização à
mulher, acreditam que o respeito seja a grande arma de enfrentamento a este
tipo de violência.
Foi
assim que nasceu a ideia da campanha #COMIGONÃO, que tem como objetivo mostrar às
mulheres o seu poder, sua beleza, seu grande valor perante a sociedade e,
principalmente, a sua capacidade de mudar os caminhos de sua vida, quebrar as
correntes da opressão e se libertar para uma nova realidade.
O
grito de guerra dessas mulheres é esse: Comigo
Não!
Comigo não, porque a vida de uma mulher, seu
corpo e seu destino, não pertencem a ninguém a não ser ela mesma.
Comigo não, porque nenhuma mulher merece sofrer
maus tratos de homem algum.
Comigo não, porque é necessário força e coragem
para vencer o medo e transformar uma realidade assustadora em algo que fique
para sempre no passado.
Apoie esta causa!
Conheça a campanha #COMIGONÃO:
Sobre a campanha e sobre
quem a apoia: Campanha #ComigoNão
Página do Facebook da
campanha #COMIGONÃO: Facebook - ComigoNão
Lembre-se: Quando você permanece neutro(a) em qualquer situação de
opressão, você também se torna opressor. Disque
180 e denuncie!
Beijos,
Clara Pamponet




Oi eu sou uma das blogueiras que abraçou de coração esta causa linda adorei seu blog tao perfeitinho!
ResponderExcluirParabéns por entra nesta batalha de solidariedade !
Venha me ver em fica com deus!
Um otimo final de semana!
..
http://www.politicamenteincorreta.com
É tão bom saber que tem mais gente abraçando essa causa! Que bom que gostou do blog!
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